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Carnaval

Sambas de enredo das escolas do Rio e de São Paulo e outras cidades, Mensagens de Carnaval, marchinhas de carnaval, poemas sobre o carnaval, músicas de carnaval e outras mensagens sobre carnaval

O teu cabelo não nega mulataPorque és mulata na corMas como a cor não pega mulataMulata eu quero o teu amor

Mulata bossa novaCaiu no hully gullyE só dá elaÊ ê ê ê ê ê ê êNa passarela

A boneca estáCheia de fiufiuEsnobando as lourasE as morenas do Brasil

João Roberto Kelly, 1964

Branca é branca preta é pretaMas a mulata é a tal, é a tal!

Ei, você aí! Me dá um dinheiro aí!Me dá um dinheiro aí!

Não vai dar? Não vai dar não?Você vai ver a grande confusãoQue eu vou fazer bebendo até cairMe dá me dá me dá, ô!Me dá um dinheiro aí!

Quanto riso oh quanta alegriaMais de mil palhaços no salãoArlequim está chorando Pelo amor da colombinaNo meio da multidão

Quem não chora não mamaSegura meu bem a chupetaLugar quente é na camaOu então no Bola Preta

Vem pro Bola meu bemCom alegria infernaTodos são de coraçãoTodos são de coraçãoFoliões do carnaval

Se a canoa não virar olê olê oláEu chego lá

Rema rema rema remadorQuero ver depressa o meu amorSe eu chegar depois do sol raiarEla bota outro em meu lugar

Antônio Almeida - 1969

Mamãe eu quero, mamãe eu queroMamãe eu quero mamarDá a chupeta, dá a chupetaDá a chupeta pro bebe não chorar

Linda morena, morenaMorena que me faz penarA lua cheia que tanto brilhaNão brilha tanto quanto o teu olhar Tu és morena uma ótima pequenaNão há branco que não perca até o juízoOnde tu passasSai às vezes bofetão Toda gente faz questãoDo t

Lourinha, lourinhaDos olhos claros de cristalDesta vez em vez da moreninhaSerás a rainha do meu carnaval

Joujoux, joujoux? Que é meu balagandã?Aqui estou eu Aí estás tu

Ó jardineira porque estás tão tristeMas o que foi que te aconteceuFoi a camélia que caiu do galhoDeu dois suspiros e depois morreu

Depois da jardineira que chorando sumiuNum dia do outro carnavalDepois da tirolesa que cantando fugiu

Yo te quieroA vitória há de ser tua, tua, tuaMorenininha prosaLá no céu a própria lua, lua, luaNão é mais formosaRainha da cabeça aos pésMorena eu te dou grau dez!

Foram lá fora buscarComo atração singularDona Chiquita da MartinicaE a espanhola de xale e castanholaMas morena trigueiraQue tem diploma e cartazPôs a Chiquita e a espanholaNo chinelo pra nunca mais

Eu sou a filha Da chiquita bacanaNunca entro em cana Porque sou família demaisPuxei à mamãe Não caio em armadilhaE distribuo banana Com os animais

Ê ê ê ê ê índio quer apitoSe não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de brancoLevou pra pra índio colar esquisitoÍndio viu presente mais bonitoEu não quer colarÍndio quer apito

Haroldo Lobo-Milton de Oliveira, 1960

Felinto, Pedro Salgado, Guilherme, FenelonCadê teus blocos famososBloco das Flores, Andaluzas, Pirilampos, Apôs-FumDos carnavais saudosos

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