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E sei que sou imortal, sei que minha órbita não pode ser medida pelo compasso do carpinteiro, Sei que não apagarei como espirais de luz que crianças fazem à noite com graveto aceso.

E sei que sou imortal, sei que minha órbita não pode ser medida pelo compasso do carpinteiro, Sei que não apagarei como espirais de luz que crianças fazem à noite com graveto aceso. Sei que sou sublime, Não torturo meu espírito para que se justifique ou seja compreendido, Vejo que as leis elementares nunca se desculpam, Percebo que não ajo com orgulho mas elevado que o nível onde planto minha casa, afinal. Existo como sou, isso me basta, se ninguém mais no mundo está ciente, fico contente, e se cada um e todos estão cientes, fico contente. Meu pedestal é encaixado e entalhado em granito. Dou risada do que você chama de decomposição, sei da amplidão do tempo. Sou poeta do corpo, e sou o poeta da alma...

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