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Que minha dor obscura não morra nas tuas asas, Nem se me afogue a voz em tua garganta de ouro. Desfaz, Amor, o ritmo Destas águas tranquilas: Sabe ser a dor que estremece e que sofre, Sabe ser a angústia que se grita e retorce. Não me dês o olvido.

Que minha dor obscura não morra nas tuas asas, Nem se me afogue a voz em tua garganta de ouro. Desfaz, Amor, o ritmo Destas águas tranquilas: Sabe ser a dor que estremece e que sofre, Sabe ser a angústia que se grita e retorce. Não me dês o olvido. Não me dês a ilusão. Porque todas as folhas que na terra caíram Me deixaram de ouro aceso o coração.

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